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O
pelourinho este é o maior conjunto arquitetônico de estilo colonial barroco da
América Latina e dos séculos XVI e XVII.
Ruas estreitas, calçadas com paralelepípedos. Sobrados coloridos, construções
seculares, gente simples, que já foi marginalizada pela história, mas que hoje
se orgulha de habitar um dos mais importantes centros históricos do Brasil. O
Pelourinho é tudo isso. Sua trajetória é permeada de momentos glória e também de
degradação social, que foi acentuada por lá na década de 60 quando da expansão
de outras localidades da capital baiana, o Pelourinho começou a sofrer com o
caos econômico. Hoje, restaurado e tendo sua importância resgatada pelo Governo
do Estado da Bahia, é um dos nossos principais pontos turísticos e um dos
maiores patrimônios históricos e culturais brasileiros.
Em tempos distantes, a palavra "pelourinho" identificava o lugar dos engenhos
reservados para castigar os escravos. O que é atualmente um local rico em
costumes culturais, pólo musical e do artesanato baiano, também serviu para esta
triste finalidade. Lá, os senhores de engenho castigavam publicamente os seus
escravos, dando ao povo uma prova de poder.
Entre os séculos XVI e XX, a aristocracia de Salvador era população que habitava
o Pelourinho. Eram políticos, comerciantes abonados e integrantes do clero se
concentravam ali. As importantes sedes do poder também tinham suas bases lá:
Assembléia Legislativa, a sede do Governo do Estado, Câmara Municipal e a sede
da Prefeitura. Atualmente continuam naquela localidade a Câmara Municipal e a
Prefeitura da cidade.
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